Num ambiente de salutar convivência, daqueles que já não aparecem nas estatísticas...a Fátima, que fez anos no passado dia 31 de dezembro, fez questão de levar um bolo e partilhá-lo com as colegas de equipa e com todos os presentes. Um gesto simples. Um gesto raro. Um gesto enorme.

Os presentes, por ali na altura, foram surpreendidos com o convite da Fátima: “Venham, venham todos, o bolo dá para todos…” uma atitude que vai muito além do resultado. Não o jogo do marcador, mas o jogo dos valores. O jogo que sustenta o associativismo e dá sentido ao desporto.

As Fátimas fazem falta. Precisamos de mais Fátimas.

Pessoas que continuam a acreditar que o associativismo, na sua verdadeira essência, ainda perdura. Mesmo quando se perde mais vezes do que se ganha. Mesmo quando se trabalha para o bem comum sem esperar contrapartidas, sem medalhas, sem manchetes.

Hoje, a Fátima marcou um grande golo. Não entrou nas atas, não contou para a classificação, mas contou para todos os que ali estavam. As colegas festejaram, sorriram, brincaram. Criou-se algo que não se treina, não se compra e não se obriga: sentido de comunidade.

É verdade que há equipas que perdem mais do que ganham. Mas importa perguntar: valerá assim tanto a pena ganhar por muitos, se perdermos estes golos?

Os golos que unem.
Os golos que ficam.
Os golos que explicam porque é que o futebol, e o associativismo, são muito mais do que resultados.

Porque sorrisos, partilha e comunidade são ouro.
E é por isto, que isto é muito mais importante do que o resto.

Presidente AFVC.